"Se hoje queres saltar,
Eu quero ser razão"
Num rasgo de coragem, incentivado pela minha quarta bebida, peço-lhe o número para depois lhe ligar.
Chama-se Maria, vive no Porto mas está cá durante 3 meses a fazer o estágio para a ordem dos advogados.
Quando a pergunta termina, a palavra "número" paira no ar pelo que me parece uma eternidade.
Neste caso, o dilatar do tempo deve-se ao facto de a Maria ser linda. De olhos verdes, cabelo escuro e dentes incrívelmente brancos que contrastam com o baton preto quando se ri, como o faz agora, não sei se de mim ou para mim, mas tira da mala uma caneta e puxa-me pela mão.
"Vais-me levar onde?" pergunta ela, enquanto escreve os números na palma da minha mão.
"Não é para mim. É para uma amiga minha que te achou gira." olha-me mais uma vez e finge-se surpresa, de boca aberta.
"Essa piada custou-te um número" responde, sorriso sempre nos lábios enquanto escreve oito dos nove dígitos, desenhando um ponto de interrogação no último algarismo.
Já não me lembro de como foi o encontro, nem sei se me lembro realmente da Maria, mas acho que nunca me esquecerei dos 6 telefonemas que fiz para sair com ela.
E que o último dígito era o 5.
1 comments:
É o 4. A minha mãe faz sempre a mm merda...
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